Ontem, durante o dia, fui ministrada profundamente por esse versículo. Apesar de já ter o lido por vezes, nesse momento, ele se encaixou de uma forma muito especial nos dias que tenho vivido.
A postura de Paulo nele não é nem otimista, nem pessimista, ela é realista.
Quando vitórias acontecem em nossa vida, não é muito raro acreditarmos que foram nossas forças e nossa sabedoria a origem das vitórias. Afinal de contas, dedicamos o máximo dos nossos esforços, para conseguir nosso objetivo. Por que não reconhecer o nosso próprio valor?
Paulo, evidentemente, não está menosprezando o trabalho duro e a nossa determinação. Ao relembrar-nos que somos “vasos de barro”, ele chama nossa atenção para as nossas óbvias fragilidades. E, ao mesmo tempo, aponta para a grandeza da providência divina, que propositadamente usa instrumentos frágeis de barro, no processo de construir Seu Reino. O objetivo do Apóstolo, ao dizer que somos de “barro” não é menosprezar o ser humano: foi o Senhor quem decidiu nos criar “do pó da terra”. O objetivo é criar em nós um realismo espiritual, que convive com a fragilidade do homem e com o poder soberano do Senhor. Poder soberano e, ao mesmo tempo, amoroso.
Tudo que tenho conseguido, apesar de minha dedicação, vem Dele. Afinal, Dele vem até mesmo a força para perseverar. Nas horas mais difícieis, onde o desânimo bate a porta, clamo à Ele, para que ele me ajude, me sustente, me dê dedicação suficiente para alcançar a vitória. Então, TUDO vem Dele.
''Nunca me deixe esquecer, que tudo que tenho, tudo que sou e o que vier a ser, vem de Ti Senhor. Descanso em Ti, espero em Ti, sozinho NADA posso fazer..."
Essa semana alcancei vitórias que tem me feito ver Quem é por mim, e que vale a pena pagar o preço para alcançar o alvo desejado. O espetáculo de fim de ano da academia foi muito lindo. Valeu a pena os dias exastantes de ensaio, os domingos de sol na sala de aula... Alcancei na faculdade, sem dúvidas, as melhores médias desde meu ingresso na graduação. Fiquei muito feliz. Meu último ano em sala de aula, e saí com a sensação de ter retido o máximo de informações necessárias e possíveis. Valeu a pena também, abrir mão de muitas coisas, para estudar, para me dedicar. Depois da minha primeira média 10,0 em Terapia Intensiva, me incubi de manter a nota alta, de não relaxar, e na segunda média consegui um 9,0. Foi muita alegria pra uma pessoa só. Além da alegria, isso foi uma resposta, de um rumo a tomar. Ano que vem, se tudo der certo, iniciarei minha pós graduação em Terapia Intensiva, uma área que na primeira aula falei que nunca na minha vida gostaria e que hoje, dá grande desejo de me aprofundar. Tem muitas outras bençãos, mas, com o tempo vou escrendo aqui...
E tudo isso, porque eu sou barro, um barro que tem sido moldado pelas mãos do Grande Oleiro.
Beijos... Paz!
Beijos... Paz!
Thamii
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