segunda-feira, 11 de julho de 2011

Servo inútil

“Qual de vocês que, tendo um servo que esteja arando ou cuidando das ovelhas, lhe dirá, quando ele chegar do campo: ‘Venha agora e sente-se para comer’? Pelo contrário, não dirá: ‘Prepare o meu jantar, apronte-se e sirva-me enquanto como e bebo; depois disso você pode comer e beber’? Será que ele agradecerá ao servo por ter feito o que lhe foi ordenado? Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: ‘Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever’ .” Lucas 17.7-10

Essa semana li essa passagem bíblica e ela entrou forte em meu coração. Não foi a primeira vez que a li, mas desta vez ela se apresentou mais clara do que nunca. Comecemos imaginando a situação: um homem de posses, que tinha fazenda com muitos servos (ou escravos), gado e plantação. Um dos servos entra em casa, após os serviços do dia, no momento da refeição. Jesus pergunta a cada um: “Se você fosse o fazendeiro, convidaria o escravo para sentar à mesa e comer junto com você?” Vale lembrar que em antigas épocas comer era sinal muito forte de sociabilidade, até mesmo de comunhão (até hoje em dia ainda guarda-se um pouco desse valor). O próprio Jesus assume que seria uma situação estranha, e parte para o que seria normal: o senhor mandaria o escravo servi-lo durante toda a refeição e depois o escravo comeria (claro que não na companhia do patrão). E após Jesus lembra que não haveria necessidade do amo agradecer ao escravo por este ter cumprido o que lhe fora ordenado já que não fizera mais que a obrigação.
 Até aqui tudo muito claro. Mas falta o principal: a aplicação. O que Jesus teria a ensinar com aquilo?
Talvez houvesse até alguns discípulos pensando:
“Vamos ser chefões no governo do Mestre e Ele já está nos treinando para dar ordens e sermos duros ao exigir obediência. E nem precisamos agradecer! Puxa, isso está ficando bom demais!”
Se foi o caso, logo após esse pensamento vai por água abaixo:
 No versículo 10 fica explícito, que na aplicação, o escravo era cada um dos discípulos! Temos de reconhecer que essas palavras são um pouco chocantes para nós. É o tipo de passagem que duvidamos se estamos mesmo lendo! Parece tão diferente daquela maneira afetuosa com que Jesus se dirige aos dEle. Mas o fato é que são conceitos necessários e muito importantes para considerarmos.
 Vamos ressaltar nessa passagem quatro pontos importantes:
1) O discípulo de Cristo é servo dEle.
2) Temos coisas que nos foram ordenadas por Ele, para fazermos
3) Depois de entendermos as ordens, temos de fazer tudo o que nos foi ordenado.
4) Mesmo tendo feito tudo, somos inúteis.
Para entendermos o que Jesus quis dizer, é importante entender exatamente o sentido da palavra inútil. Não significa que não presta para nada: o servo da história prestava para cuidar da lavoura, do gado e servia à mesa do patrão. Ainda bem que o próprio Jesus explica: … Porque fizemos apenas o que devíamos fazer.
“Inútil” aqui se refere a alguém que não fez mais que a obrigação e por isso não tem valor especial, não tem mérito e nem se coloca na posição de exigir agradecimento ou recompensa.
Mas o que Jesus queria mesmo não era ensinar como Ele nos via, mas como nós devemos ver a nós mesmos! É um ataque direto aos fariseus, que davam ênfase exagerada às recompensas pelo trabalho religioso (e ainda hoje o que mais vemos são irmãos agindo como fariseus).
Portanto, nunca esqueça: Deus não tem nenhuma obrigação de recompensar alguém que O obedece. ;)
Thamara Senos

Um comentário:

Desperta Débora disse...

Thamara,a paz querida,sou Angélica do Cei,hj tb eu vi no vídeo show um parte do program apresentado no faustão,realmente este mal atinge várias classes sociais,não há diferença na cor,credo,não preconceito para uma realidade tão cruel e destruidora de famílias,vou postar algo a respeito,gostaria de seu comentário,me siga e parabéns seu blog esta lindo e inteligente,um grande abraço e a paz de Cristo!blog maesdejoelhoscei.blogspot.com